Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

CHEGOU...

Quiçá seja rápida
A abelha que a traz
Que a deixe de vez
Pra não buscar mais

O ponteiro e a mesa
o copo e o livro
ansiedade e a surpresa
e um beijo amigo

O sorriso nervoso
De não muito entender
O motivo daquilo
Oque podia ser?

Já quase tudo falado
Sem ter que falar
Pessoalmente agora
Só oque se faz é pensar

Do movimento dos olhos
Hipnose de brilhos
Da íris radiante
Ate o último dos cílios

Daquela boca inédita
Aos dedos da mão
Donde saíram as palavras
Que a trouxeram, então.

A voz massageava de leve
O desejo do dia
Doce beleza morena
Que finalmente eu via.

Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

A Fuga

Eu nunca abandonei esse blog,
na verdade fui abandonado,
da noite pro dia ela sumiu.
Não deixou bilhetinho azul
e levou o Neruda que nunca leu.
Só deixou a transpiração,
que aqui, ao contrário de muitos
sozinha de nada serve.

O relógio trabalhou e ela ligou
disse que andou em outros corações,
em outras mentes.

Mas acabou voltando, orgulhosa e afoita.
Matei a saudade na volta
da inspiração.