21 de outubro de 2008

Calmantes

Em noites de mágoa

não há nada que resolva

nem álcool,

nem água.

Em noites de agonia

tudo vem à tona

as derrotas da coragem

os triunfos da covardia.

Em noites de amargura

a lembrança mais frágil

é que dura

e a única que cura.

Nas noites normais

nas demais,

descarrilo,

me fuzilo

 

e só com o caos

das pernas do grilo

meu caos dorme tranquilo.

Kabs

 

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