23 de maio de 2008

 

Velíssima

 

Para a fina

flor da vela

eu velo a fita

do fio dela,

falo que

o branco da cera

é que sela

sua chama,

e que o fogo

que queima

é que a faz fingir

ser tão bela.

 

 

Kabs

4 comentários:

Paulo disse...

Todo poeta é uma eterna criança!
É profundamente belo ve-lo brincar com as palavras como uma criança transforma uma tampa de lata em um portentoso automovel.
Minha alma agradece os orgasmos de beleza que tem ao le-lo.

Carla Pantaleão disse...

Perfeito!

como diria meu amigo Kleber.. rs


Bjo

Fergath disse...

muito muito bom ;)

Carmem Nazareth disse...

tu te acha bem nos *jô de mô*, né cher ami? gostei... ;)