Esperemos
Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.
Pablo Neruda
21 de maio de 2007
19 de maio de 2007
A revolução não será televisionada
Você não poderá ficar em casa, irmão.
Você não poderá sentar na poltrona.
Você não poderá se perder na troca de canais
durante o jogo futebol, porque a revolução não será televisionada
A revolução não vai passar no domingo a tarde.
A revolução não será ilustrada pelo sorriso das paquitas
encantadas com a nova canção do Jota Quest
Vini, Sandy e Junior ou Ivete Sangalo.
A revolução não será televisionada
A revolução não vai estar nas telenovelas
e não será estrelada pela Maria Fernanda
e Edson Celulari ou Tony Ramos e Vera Fisher.
A revolução não irá ensinar como se comportar
e não fará vocë chorar no último capítulo.
Adriane Galisteu, Luana Piovane,
Gisele Bushen e a Feiticeira não vão fazer você mais sexy.
A revolução não será imprópria para menores de 12 anos
porque a revolução não será televisionada.
Não existirão imagens excluisivas de policiais espancando negros na Favela Naval
ou som do tiro seco na cabeça do passageiro.
O SBT não dará a previsão do tempo na capital e nos 23 estados
A revolução não será televisionada
A revolução não será televisionada em câmera lenta,
com narração de Galvão Bueno.
Não haverá imagens repetidas do carro batendo contra o muro.
Não haverá imagens de trombadinhas batendo carteira em plena luz do dia.
Padre Marcelo não fará a oração para um mundo mais católico.
Roberto Marinho, Roberto Civita, Silvio Santos
e Bispo Edir Macedo não decidirão o que todos vão ver e ouvir.
Empregados, escravos e malandros não serão a cara da minha nação,
pois os negros estarão nas ruas por um dia melhor.
A revolução não será televisionada.
As duas torres não desabarão
A sua casa não será dos artistas
E o grande irmão não estará de olho em você.
A revolução não virá a seguir,
depois dos comerciais de pasta de dente refrescante,
cerveja gelada e absorvente extrafino
Você não terá que se preocupar com a sujeira na cozinha,
os juros mais baixos ou com a pele mais suave.
A revolução não será melhor com Coca Cola.
A revolução não será o melhor carro popular.
A revolução colocará você na direção.
A revolução não terá reprise;
A revolução será ao vivo.
"The Revolution Will Not Be Televised"
Adaptação livre da canção de Gil Scott Heron por Daniel Lima
Você não poderá ficar em casa, irmão.
Você não poderá sentar na poltrona.
Você não poderá se perder na troca de canais
durante o jogo futebol, porque a revolução não será televisionada
A revolução não vai passar no domingo a tarde.
A revolução não será ilustrada pelo sorriso das paquitas
encantadas com a nova canção do Jota Quest
Vini, Sandy e Junior ou Ivete Sangalo.
A revolução não será televisionada
A revolução não vai estar nas telenovelas
e não será estrelada pela Maria Fernanda
e Edson Celulari ou Tony Ramos e Vera Fisher.
A revolução não irá ensinar como se comportar
e não fará vocë chorar no último capítulo.
Adriane Galisteu, Luana Piovane,
Gisele Bushen e a Feiticeira não vão fazer você mais sexy.
A revolução não será imprópria para menores de 12 anos
porque a revolução não será televisionada.
Não existirão imagens excluisivas de policiais espancando negros na Favela Naval
ou som do tiro seco na cabeça do passageiro.
O SBT não dará a previsão do tempo na capital e nos 23 estados
A revolução não será televisionada
A revolução não será televisionada em câmera lenta,
com narração de Galvão Bueno.
Não haverá imagens repetidas do carro batendo contra o muro.
Não haverá imagens de trombadinhas batendo carteira em plena luz do dia.
Padre Marcelo não fará a oração para um mundo mais católico.
Roberto Marinho, Roberto Civita, Silvio Santos
e Bispo Edir Macedo não decidirão o que todos vão ver e ouvir.
Empregados, escravos e malandros não serão a cara da minha nação,
pois os negros estarão nas ruas por um dia melhor.
A revolução não será televisionada.
As duas torres não desabarão
A sua casa não será dos artistas
E o grande irmão não estará de olho em você.
A revolução não virá a seguir,
depois dos comerciais de pasta de dente refrescante,
cerveja gelada e absorvente extrafino
Você não terá que se preocupar com a sujeira na cozinha,
os juros mais baixos ou com a pele mais suave.
A revolução não será melhor com Coca Cola.
A revolução não será o melhor carro popular.
A revolução colocará você na direção.
A revolução não terá reprise;
A revolução será ao vivo.
"The Revolution Will Not Be Televised"
Adaptação livre da canção de Gil Scott Heron por Daniel Lima
18 de maio de 2007
15 de maio de 2007
14 de maio de 2007
11 de maio de 2007
10 de maio de 2007
Quando fico de pau duro
Sinto-me Deus
Não Deus como Zeus no Olimpo
Deus como Jesus ,
Como o homem no garimpo ao achar a maior pepita
Como o médico que o cardíaco ressuscita
Sinto-me Deus
Sinto-me forte
Sinto o poder
Toda a grandeza de ser de um povo
Sinto-me um ovo fecundado
Como um viado ao dar o rabo
Sinto-me alado
Sinto-me sábio
Sinto-me luz cuspida de meus lábios
Sinto a explosão dos teus
Quando me coloco Deus
No meio de tuas pernas...
Cazé Peccini
Sinto-me Deus
Não Deus como Zeus no Olimpo
Deus como Jesus ,
Como o homem no garimpo ao achar a maior pepita
Como o médico que o cardíaco ressuscita
Sinto-me Deus
Sinto-me forte
Sinto o poder
Toda a grandeza de ser de um povo
Sinto-me um ovo fecundado
Como um viado ao dar o rabo
Sinto-me alado
Sinto-me sábio
Sinto-me luz cuspida de meus lábios
Sinto a explosão dos teus
Quando me coloco Deus
No meio de tuas pernas...
Cazé Peccini
8 de maio de 2007
Raios d'água
Ao som da sinfonia
das gotas molhadas
dos pingos de pedra
nas calçadas
a melodia do tempo chuvoso
e o frescor nos ouvidos
a me ninar feito mãe
Desliga-me do tempo
precipitação despreocupada
das nuvens já inchadas
rega o escuro e o abstrato
banha a terra de esperança
pela manhã revela a relva
nova paleta de cores
de fino brilho encharcado
q me jorra alegria
numa linda noite úmida
de um dia ardente
a vida falha em doer
e os olhos sonham.
Kleber Bordinhão
Ao som da sinfonia
das gotas molhadas
dos pingos de pedra
nas calçadas
a melodia do tempo chuvoso
e o frescor nos ouvidos
a me ninar feito mãe
Desliga-me do tempo
precipitação despreocupada
das nuvens já inchadas
rega o escuro e o abstrato
banha a terra de esperança
pela manhã revela a relva
nova paleta de cores
de fino brilho encharcado
q me jorra alegria
numa linda noite úmida
de um dia ardente
a vida falha em doer
e os olhos sonham.
Kleber Bordinhão
6 de maio de 2007
Tu mentes que é meu
Acredito ser só eu
Mas me enganas
Só pra ouvir
Chamar você de meu
E nunca digo que sou sua
Mas tu sabes
Que sou à sua
Indiferente de você
Zaclis Santos
segundo a autora, inspirado em "Ciúme" http://kabs82.blogspot.com/2006/11/cime-mimo-esse-teu-meu-como-se-ele.html
Acredito ser só eu
Mas me enganas
Só pra ouvir
Chamar você de meu
E nunca digo que sou sua
Mas tu sabes
Que sou à sua
Indiferente de você
Zaclis Santos
segundo a autora, inspirado em "Ciúme" http://kabs82.blogspot.com/2006/11/cime-mimo-esse-teu-meu-como-se-ele.html
Tu e eu
Somos diferentes, tu e eu
Tens forma e graça
E a sabedoria de só crescer
Até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
E só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
E eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
Roque lenha
Muito heavy
Prefiro o barroco italiano
E dos alemães
O mais leve.
És vidrada no lobão
Eu sou mais albinônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
E selvagem
Como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
E me resignei
Como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
Eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
Que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
Em que sou penitente
E, ao mesmo tempo o prior.
Tu és um corpo e um vulto,
És uma miss,eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
Um pouco aérea,
E só pensas em ti.
Sou meio cinzento
Algo rasteiro,
E eu só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
Uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
O que te vem à cabeça
Com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
Escolho uma terceira
E no fim digo o sinônimo
Tu não temes o engano
Enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Luis Fernando Veríssimo
Somos diferentes, tu e eu
Tens forma e graça
E a sabedoria de só crescer
Até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
E só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
E eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
Roque lenha
Muito heavy
Prefiro o barroco italiano
E dos alemães
O mais leve.
És vidrada no lobão
Eu sou mais albinônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
E selvagem
Como uma fruta do trópico.
Eu já sequei
E me resignei
Como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
Eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
Que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
Em que sou penitente
E, ao mesmo tempo o prior.
Tu és um corpo e um vulto,
És uma miss,eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
Um pouco aérea,
E só pensas em ti.
Sou meio cinzento
Algo rasteiro,
E eu só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
Uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
O que te vem à cabeça
Com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
Escolho uma terceira
E no fim digo o sinônimo
Tu não temes o engano
Enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Luis Fernando Veríssimo
5 de maio de 2007
O Que Será? (À Flor da Pele)
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
O que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
O que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita O que será que será
Que dá dentro da gente e não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo.
Chico Buarque
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
O que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
O que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita O que será que será
Que dá dentro da gente e não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo.
Chico Buarque
4 de maio de 2007
3 de maio de 2007
“Essa fada, essa fada
Se ela voa onde andaria ou se não anda onde ela pensa
Eu apenas acho
Que ela pensa e voa em mim
Ou se apenas anda eu acho fácil
Essa fada, essa fada
Se não fosse essa fada quem é que se safaria?
Só uma ponte sobre a baía que separa
Com esse papo que eu já sabia que não dava no pé
E acaba ficando por aí
Nesse papo barroquinho, beijinho e Icaraí
Com esse cara aí que te diz que sabe tudo de 100 anos de cinema
Esse cara é cabeludo mas não te leva à nada
Eu sim
Te cato por esse lado, foco na cama e te afogo fada
Na minha coleção de fotograma...”
Pedro Rocha
Se ela voa onde andaria ou se não anda onde ela pensa
Eu apenas acho
Que ela pensa e voa em mim
Ou se apenas anda eu acho fácil
Essa fada, essa fada
Se não fosse essa fada quem é que se safaria?
Só uma ponte sobre a baía que separa
Com esse papo que eu já sabia que não dava no pé
E acaba ficando por aí
Nesse papo barroquinho, beijinho e Icaraí
Com esse cara aí que te diz que sabe tudo de 100 anos de cinema
Esse cara é cabeludo mas não te leva à nada
Eu sim
Te cato por esse lado, foco na cama e te afogo fada
Na minha coleção de fotograma...”
Pedro Rocha
1 de maio de 2007
Qualidade na TV aberta
Muitas pessoas que têm opiniões relevantes pra mim, dizem que não ligam pra TV, que não assistem e que estão pouco se importando com a qualidade dela. OK, tudo bem, mas confesso: sou viciado, completamente.
Assisto mesmo, óbvio que existem programas insuportáveis e lamentáveis, ainda mais no meu caso que sou refém da TV aberta. Reviro os poucos canais que tenho disponíveis e sempre acho alguma coisas que valha à pena prestar atenção.
Um desses meus refúgios é o programa RECORTE CULTURAL da TVE Brasil. Apresentado e editado por Michel Melamed, é uma daquelas raras ocasiões em que algo se explica simplesmente com o nome, é um recorte mesmo.
Com dinâmica e agilidade o programa mostra uma edição de trechos de entrevistas, dicas, lembranças, lançamentos etc, tudo relacionado à cultura em geral, é uma arma contra o tédio. Os trechos das entrevistas duram no máximo 3 minutos, e são intercalados. Não se assuste se de repente uma entrevista for interrombida por letras garrafais correndo na tela da sua televisão, aguce mais ainda a sua atenção pois pode ser umas das inúmeras frases de impacto de pessoas notáveis que você verá durante o programa.
Dicas e trechos de livros, filmes, músicas,peças de teatro, completam o programa, que além de tudo isso, tem a genialidade e simpatia de Michel. Atente para o quadro " A memória é uma ilha de edição" onde convidados lembram de passagens de suas vidas.
Eu garanto que na primeira vez que assistir, verá algo que ja conheça, que goste ou que ache interessante, fico imaginado se houvessem pelo menos mais uma meia dúzia de programas como esse no brasil, tenho certeza que não ouviria mais de alguns amigos a célebre frase:" eu não assisto TV".
RE[CORTE] CULTURAL, TVE Brasil
De segunda à sexta às 20:00, com reprise à meia-noite
e no domingo melhores momentos às 19:30.
Muitas pessoas que têm opiniões relevantes pra mim, dizem que não ligam pra TV, que não assistem e que estão pouco se importando com a qualidade dela. OK, tudo bem, mas confesso: sou viciado, completamente.
Assisto mesmo, óbvio que existem programas insuportáveis e lamentáveis, ainda mais no meu caso que sou refém da TV aberta. Reviro os poucos canais que tenho disponíveis e sempre acho alguma coisas que valha à pena prestar atenção.
Um desses meus refúgios é o programa RECORTE CULTURAL da TVE Brasil. Apresentado e editado por Michel Melamed, é uma daquelas raras ocasiões em que algo se explica simplesmente com o nome, é um recorte mesmo.
Com dinâmica e agilidade o programa mostra uma edição de trechos de entrevistas, dicas, lembranças, lançamentos etc, tudo relacionado à cultura em geral, é uma arma contra o tédio. Os trechos das entrevistas duram no máximo 3 minutos, e são intercalados. Não se assuste se de repente uma entrevista for interrombida por letras garrafais correndo na tela da sua televisão, aguce mais ainda a sua atenção pois pode ser umas das inúmeras frases de impacto de pessoas notáveis que você verá durante o programa.
Dicas e trechos de livros, filmes, músicas,peças de teatro, completam o programa, que além de tudo isso, tem a genialidade e simpatia de Michel. Atente para o quadro " A memória é uma ilha de edição" onde convidados lembram de passagens de suas vidas.
Eu garanto que na primeira vez que assistir, verá algo que ja conheça, que goste ou que ache interessante, fico imaginado se houvessem pelo menos mais uma meia dúzia de programas como esse no brasil, tenho certeza que não ouviria mais de alguns amigos a célebre frase:" eu não assisto TV".
RE[CORTE] CULTURAL, TVE Brasil
De segunda à sexta às 20:00, com reprise à meia-noite
e no domingo melhores momentos às 19:30.
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